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	<description>Um blog feito por amor ao próximo! Óoooin!</description>
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		<title>Chico Buarque – Budapeste</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 11:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Raposão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Deeeeeeeesde os tempos mais primórdios, o Livrada taí! (taí, taí!). Criticando obras completas, educando os asceeeeeeeeclas das bibliotecaaas ôôô. Coeeeeetzee, Kadaré e Guimarães Rosa, Pedro Juan e Vargas Llosa (que lindo, que lindo!) Kadaré, Philip Roth e Villa-Matas, quem não gosta do Livrada é um puta filho das patas! É carnaval, meu povo! É daqui [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=874&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2012/02/budapeste-chico-buarque.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-875" style="margin:5px 10px;" title="Budapeste" src="http://livrada.files.wordpress.com/2012/02/budapeste-chico-buarque.jpg?w=208&#038;h=300" alt="" width="208" height="300" /></a>Deeeeeeeesde os tempos mais primórdios, o Livrada taí! (taí, taí!). Criticando obras completas, educando os asceeeeeeeeclas das bibliotecaaas ôôô. Coeeeeetzee, Kadaré e Guimarães Rosa, Pedro Juan e Vargas Llosa (que lindo, que lindo!) Kadaré, Philip Roth e Villa-Matas, quem não gosta do Livrada é um puta <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1yI9YTzFnXo">filho das patas</a>!</p>
<p style="text-align:justify;">É carnaval, meu povo! É daqui a três dias que o ano começa, daqui a nove meses que os bastardos nascem e daqui a dez anos que os soros-positivo batem as botas. Brasileiro se ferra o ano todo, oprimido pela máquina terceiromundista, sendo roubado pela frente e por trás, mas chega no carnaval&#8230; Globeleeeeeza! Ê mundo bão de acabá, mas vamo que vamo que o livro de hoje não vai se criticar sozinho. Opa, mentira, vai sim. Já viu a rasgação de seda que vem atrás de qualquer edição do Budapeste? Em qualquer outro livro, os elogios são do naipe de “Intelectual-do-qual-você-nunca-ouviu-falar”, “Gazeta de Moçoró”, “Mãe do autor”, “Blogueiro-virgem”. Mas rá! Chico Buarque não, negão. Aposto que rolou um leilão pra ver quem iria figurar nos comentários de capa e contra-capa, mas acabou que ganharam Caetano Veloso e José Saramago. Quase nada, né? Dois zés-ninguém, afinal. É esse tipo de coisa que me fazia levantar uma sobrancelha pra literatura do feio bonito, assim como o faço com qualquer unanimidade/vaca sagrada.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, meus camaradinhas, eis que me rendi ao charme do velhote. Budapeste é mesmo um livro sensacional, e digo mais: em termos de ambição literária, poucos autores podem se gabar de ter chegado tão longe quanto Chico com esse livrinho.</p>
<p style="text-align:justify;">Pra quem não tá ligado na história, aqui vai uma desde já malfadada tentativa de resumo da ópera (embora eu sei que não devesse porque acho que esse livro vai entrar na lista de alguns vestibulares esse ano, mas bora lá ser irresponsável e baixar as espectativas do sistema educacional): O protagonista é um ghost-writer chamado José Costa. Para quem não sabe, um ghost-writer é o cabôco que, em troca de muito dinheiro, escreve discurso pra político, autobiografia de alheios e outras paradas afim sem nunca levar o crédito por nada (“Ah, pára com isso, Yuri, todo mundo escreve suas próprias obras!”). Digamos então que é uma espécie de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GHgr2Pns4V4">Peninha</a> da literatura. De qualquer forma, parece que os ghost-writers se reúnem em congressos e encontros, uma parada bizarra para profissionais anônimos, eu sei, mas foi exatamente numa dessas, na Turquia se bem me lembro, que José Costa acaba parando em Budapeste, por causa de qualquer incidente com voo, essas bagunças de aeroporto. Lá ele se apaixona pela cidade, e na volta tudo é diferente: sua mulher já lhe parece mais distante, seu emprego pouco satisfatório e eis que surge um alemão sem pêlo no corpo pedindo uma autobiografia. O sujeito trava pela primeira vez na história do tedesco e termina de qualquer jeito antes de se mandar para umas férias de período indeterminado na Hungria, enquanto a esposa viaja pra Londres. E aí que conhece a Krista, a branquinha de Budapeste, que resolve ensinar a língua magiar pra ele. Só que enquanto isso, não é que o livro do alemão que ele escreveu e batizou de O Ginógrafo bomba nas Megastore da vida? É autógrafo pra lá, entrevista no Jô pra cá, um oba-oba dos infernos que começa a mexer com a vontade do Costa de querer ser reconhecido. E aí a vida do cara vira EL DESBARRANCADERO. Mais do que isso é Spoiler, menos do que isso é orelha e mais sério do que isso é redação de quinta-série. Então paremos por aí.</p>
<div id="attachment_876" class="wp-caption alignleft" style="width: 227px"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2012/02/chico-buarque.jpg"><img class="size-medium wp-image-876 " style="margin:5px 10px;" title="Chico Buarque" src="http://livrada.files.wordpress.com/2012/02/chico-buarque.jpg?w=217&#038;h=300" alt="" width="217" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Você tá igual melancia na roça, gata, tá rachando de boa&quot;</p></div>
<p style="text-align:justify;">Primeiro: é de babar o jogo de espelhos que o autor constrói nesse livro: Rio de Janeiro/Budapeste, Esposa/Amante, português/húngaro (aliás, me expliquem. Se Búlgaro – Bulgária, por que não Húngaro – Hungária?), anonimato/fama, riqueza/pobreza, etc etc. E a maneira como esses dois mundos vão colidindo é qualquer coisa tão sensacional que se J.J. Abrahams tivesse pensado antes, Fringe não seria a porcaria ininteligível que é hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo: acho que como o Pedro Camacho na Tia Júlia e o Escrivinhador, Chico Buarque quis traçar planos ideais: o que seria o anonimato ideal para um ghost-writer? Qual seri a situação limítrofe que o empurraria para fora desse anonimato? O quanto se pode realmente dominar uma língua estrangeira, e em quanto tempo? Essas questões são levadas ao extremo em Budapeste, e quem é que não gosta de um extremismo por essas bandas? Quem, eu pergunto, quem não liga para extremismo na terra do azeite de dendê, da suruba, do Rio-quarenta-graus, da PM truculenta, do Impostômetro, da surra de bunda, do Pit-boy com orelha de couve-flor, de Otto Maria Carpeaux, de Sérgio Porto, da venda de cimento que aumenta 500% em ano de eleição?</p>
<p style="text-align:justify;">Terceiro: o livro guarda mais ação, suspense e narrativa dinâmica que muito fast-pace de aeroporto que a La Selva se adianta pra colocar na vitrine. Do jeito que a gente anda mal das pernas na literatura nacional, se tivesse só uma narrativa irada já valeria a pena, mas é tão mais que isso que é ou não é pra ficar bolado com esse tal de Chico Buarque que, além de falar húngaro de verdade, ainda por cima tem olho azul. Deus, por que és tão injusto conosco?</p>
<p style="text-align:justify;">Esse projeto gráfico da Companhia das Letras é feito para uma edição econômica, que reduz o preço do livro em uns bons 40%. Fonte janson pra caber mais, papel jornal porque mofo é para os fracos, sem orelha (impressionante o quanto uma orelha pode encarecer o preço final de um livro. E pra quê? Pra conservar as pontas e pagar pra um almofadinha qualquer jogar confete no livro que eles já estão tentando vender) e num formato um tanto maior que não vou medir a essa hora da madrugada. Mesmo assim, tem uma margem confortável na página e a capa é bem bonita, fazendo uma menção ao tal jogo de espelhos a que me referia. E é essa a edição que eu tenho e é essa a edição que eu recomendo pra vocês. Por quê? Porque eu não quero que vocês abram falência por causa desse blog e porque o Chico Buarque já tá rico o suficiente, ele não vai ligar se vocês comprarem a edição barateza mesmo. Fiquem com JAH e usem camisinha.</p>
<p style="text-align:justify;">A propósito: <a href="https://www.facebook.com/pages/Livrada/209104299099609">CURTAM A PÁGINA DO LIVRADA NO FACEBOOK</a>. Grato.</p>
<p style="text-align:justify;">Comentário final: 113 páginas em papel jornal. Desses pra enrolar o livro num tubo e dar na cabeça das crianças dizendo “menino levado!”.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/livrada.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/livrada.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/livrada.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/livrada.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/livrada.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/livrada.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/livrada.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/livrada.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/livrada.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/livrada.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/livrada.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/livrada.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/livrada.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/livrada.wordpress.com/874/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=874&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Nelson Rego &#8211; Daimon Junto à Porta</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 11:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Raposão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bom dia, baixinhos e baixinhas! Enquanto vocês leem este post, eu estarei dando um duro danado num hotel cinco estrelas à beira-mar de copacabana, então aproveitem o dia se puderem porque hoje é dia de Livrada, bebê! E novidades! Agora, a Companhia da Letras é parceira desse blog supimpa, então esperem alguns lançamentos deles por aqui [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=869&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2012/02/daimon-junto-a-porta.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-871" style="margin:5px 10px;" title="Daimon junto à porta" src="http://livrada.files.wordpress.com/2012/02/daimon-junto-a-porta.jpg?w=203&#038;h=300" alt="" width="203" height="300" /></a>Bom dia, baixinhos e baixinhas! Enquanto vocês leem este post, eu estarei dando um duro danado num hotel cinco estrelas à beira-mar de copacabana, então aproveitem o dia se puderem porque hoje é dia de Livrada, bebê! E novidades! Agora, a Companhia da Letras é parceira desse blog supimpa, então esperem alguns lançamentos deles por aqui também.</p>
<p>Falando em parceria, o post de hoje é um livro de outra parceira do blog, a editora Dublinense, que nos enviou (&#8220;nos&#8221;, como se fôssemos uma empresa sinistra. Mal sabem vocês que esse trabalho todo é feito por míseros oito macacos acorrentados a máquinas de escrever) o livro de contos Daimon Junto à Porta, do Nelson Rego, um autor semi-estreante e que merece o tratamento de gente grande da imprensa especializada que só um veículo imparcial e independente como o Livrada pode proporcionar. Então se segura e vem com a gente (&#8220;a gente&#8221; de novo&#8230; vão pensar que eu sou esquizofrênico agora).</p>
<p>Daimon Junto à Porta é um livro curtinho, com contos curtos, que, no meu entendimento, tem como eixo unitário os sacrifícios e os absurdos cometidos e propostos em nome de uma suposta arte que, obviamente, está acima de nós humanos. É assim que começa o primeiro conto, Platero e o Mar, que narra a história de duas mulheres e um homem que posam em cenas de sexo explícito para uma artista desenhá-los no melhor estilo Schiele de pau duro. Coisa que a mulher poderia fazer simplesmente indo num inferninho qualquer na perifa a um preço módico de 30 reais. Mas não,  a moça quer um showzinho particular, ê povo estuporado. A grande sacada do livro foi retomar essa história no último conto, intitulado Um Pedacinho do Tempo Diante dos Olhos. Eu sei, parece título de power point cristão, mas acho que essa foi a solução do autor para um título que desse um sentido de grandiosidade e superioridade da vida sobre as histórias.</p>
<p>Aliás, a minha principal crítica ao livro é essa: os títulos. Daimon Junto à Porta, Platero e o Mar, Nihil, Um Pedacinho do Tempo Diante dos Olhos&#8230; bah, tchê, quanta afetação. Essa parada de jogar palavra em latim no meio das coisas já foi legal na época em que não tinha Wikipedia, hoje parece arroto de erudição mal digerida, vai por mim. A sorte do Sr. Rego é que ele não se propõe tão sabidão assim no miolo dos seus contos, pelo menos na maioria das vezes. Pelo contrário, consegue criar umas historinhas curtas e cativantes com pouca coisa: um diálogo entre dois imigrantes nos Estados Unidos, uma menina que vai buscar um balde d&#8217;água pra avó, um médium que é explorado pelo pai da narradora, esse tipo de coisa que deixa passar uma sagacidade em não viajar muito na maionese e não ficar de pompas literárias (até tem umas construções bem óbvias e corriqueiras, dessas meio genéricas que você aprendeu na aula de redação do colégio e escreve no piloto automático).</p>
<p>A coisa do tamanho do livro é outra bola dentro do autor. Provavelmente consciente de sua própria falta de fôlego para escrever algo maior, ele usa o tamanho do livro a seu favor, criando histórias que você já sabe de antemão que são curtas e despertando o interesse do leitor em poucas linhas. Por mais que seja aquele estilo de solução a lá Flaubert, com o crescimento do interesse no passar das páginas, é assim que o mundo gira e é assim que você faz com que a crítica fale algo do tipo &#8220;é um autor que sabe contar uma história&#8221;. E no final, o livro é bom porque o autor consegue dizer a que veio em poucas páginas, e se isso era uma espécie de teste para ver se rolava escrever um romance, vá fundo, filho! Só não escreva mais umas paradas do tipo &#8220;sorrisos, quase risadinhas&#8221; e outras breguices do tipo, porque tirando isso, tá no ponto!</p>
<p>Por último, para quem gosta de literatura erótica, é preciso dizer: criar uma boa cena sensual ou erótica em um livro é um trabalho que poucos conseguem fazer com maestria e esse gajo, sei não, me parece que tem o talento, embora tenha explorado pouco esse lado.</p>
<p>Esse projeto gráfico da Dublinense é o sonho de qualquer escritor iniciante. Um capricho no livro que pouco se vê hoje em dia. Papel pólen, fonte Arno Pro, paginação central coberta em fundo preto, capítulos bem divididos que começam sempre em página ímpar, &#8220;desperdiçando&#8221; papel para dar mais respiro pros contos, títulos separados em uma única página preta que vai ficando menos preta a cada novo conto (ou pode ser só tinta fraca da gráfica, não sei), e uma capa majestosa que divide fotografia e design de maneira justa, embora margem em capa de livro não seja uma das minhas coisas favoritas, pelo contrário. No geral, um bom livro pra quem quer pegar um pouco do flow dos nossos contistas.</p>
<p>Comentário final: 121 páginas em papel pólen. Pode matar alguém nas mãos de um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9VDvgL58h_Y">Ginosaji</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/livrada.wordpress.com/869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/livrada.wordpress.com/869/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/livrada.wordpress.com/869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/livrada.wordpress.com/869/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/livrada.wordpress.com/869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/livrada.wordpress.com/869/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/livrada.wordpress.com/869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/livrada.wordpress.com/869/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/livrada.wordpress.com/869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/livrada.wordpress.com/869/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/livrada.wordpress.com/869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/livrada.wordpress.com/869/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/livrada.wordpress.com/869/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/livrada.wordpress.com/869/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=869&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Kenzaburo Oe &#8211; Jovens de Um Novo Tempo, Despertai! (Atarashii Ito Yo Mezameyo)</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 11:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Raposão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E aí, povão. Todo mundo aos poucos caindo na real? É, o ano começou, e já tem chuva destruindo o Rio de Janeiro, navio capotando, celebridade instantânea filha de colunista social, estupro em reality show, passagem de ônibus subindo&#8230; Como diz o Mano Brown, êta mundo bom de acabar! Mas tudo bem, vamos falar de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=862&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2012/01/kenzaburo.jpg"><img class="alignright  wp-image-863" style="margin:5px 10px;" title="Jovens de um novo tempo, despertai!" src="http://livrada.files.wordpress.com/2012/01/kenzaburo.jpg?w=198&#038;h=300" alt="atarashii ito yo mezameyo" width="198" height="300" /></a>E aí, povão. Todo mundo aos poucos caindo na real? É, o ano começou, e já tem chuva destruindo o Rio de Janeiro, navio capotando, celebridade instantânea filha de colunista social, estupro em reality show, passagem de ônibus subindo&#8230; Como diz o Mano Brown, êta mundo bom de acabar! Mas tudo bem, vamos falar de talvez uma das únicas coisas boas que restaram no mundo: literatura! E hoje, de um prêmio Nobel inédito por aqui. Kenzaburo Oe! Oe! Oe! Oe! Oe! Pumba pumba pumba hey, pumba pumba pumba hey&#8230;. Aaaah, que saudade da banheira do Gugu.</p>
<p style="text-align:justify;">Deixando nossas lembranças púberes para lá, é preciso ressaltar que o livro mais representativo da carreira do escritor japonês é o Uma Questão Pessoal, que inspirou o Filho Eterno do Tezza, mas sobre o qual não vamos falar. E por que não vamos falar? Bem, essa é uma questão pessoal HAHAHAHAH duas piadas infames em dois parágrafos, é um novo recorde na crítica literária nacional. Yuri Raposão, é do Brasiu-ziu-ziu-ziu! Mas sério, a questão pessoal no caso é que eu não li o dito livro, então vamos comentar esse, que foge muito pouco ao tema do principal e de repente ficou mais fácil de achar nas livrarias por causa dessa edição comemorativa de 25 anos da Companhia das Letras. Ah, hoje não vamos falar do projeto gráfico do livro por uma boa razão: estou na praia a quase mil quilômetros de distância do meu exemplar, então não rola.</p>
<p style="text-align:justify;">Bem, antes de mais nada, que irado esse título, hein? Jovens de um Novo Tempo, Despertai! Sei que pra você isso deve soar muito bomo bordão de grupo jovem evangélico, mas vamos combinar que qualquer título que use a segunda pessoa do plural ganha +100 pontos em imponência e ar épico. Olhai os Lírios do Campo, Jovens de um Novo Tempo, Despertai!, e por aí vai. Jovens escritores, considerai usar o imperativo do tempo vós para criar títulos portentosos.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse livro de título poderoso, entretanto, o escritor realmente fica em cima do muro entre escrever um romance, um livro de contos e um ensaio. Por que veja, ele tem uma história unificada, mas é dividido em contos que se esparsam cronologicamente entre si, e em cada um deles, Oe comenta algum aspecto da poesia de um de seus poetas favoritos. Blake! Que me lembra Bloke, que me lembra que a mulher de Traídos pelo Desejo é um cara, e agora já me deu um calafrio na espinha. Brrrrr, não me perguntem como eu faço esse tipo de associação. E em meio a isso, volta ao tema de Uma Questão Pessoal: sua relação com seu filho autista, Hikari Oe, que mesmo com &#8220;metal retardaaaaation&#8221; (adoro Borat), é um dos mais proeminentes compositores do Japão (como se o país não fosse quase que tomado completamente por artistas proeminentes), reforçando aquela tioria de que não importa o quão bom você seja em algo, tem algum moleque asiático que é dez vezes melhor do que você.</p>
<p style="text-align:justify;">Os fatos são os mais corriqueiros possíveis: uma merda que a criança fez em casa enquanto o autor viajava, um encontro no clube com uma turma esquisita de natação, o debate de uma estudante americana sobre a vida e obra dele próprio e do escritor Yukio Mishima, tratado no livro apenas por Sr. M., príncipe neeeeeeegro dos sortilégios. Aliás, Mishima é outra constante no livro. Fisioculturista, gay, suicida e escritor, a personalidade e a obra do cara dão pano pra manga de mais de mil dissertações &#8212; e acredite, o pessoal já deve ter escrito tudo isso sobre ele. Para quem ler o livro e não souber quem é o Sr. M, o amigo do Livrada! aqui te ajuda!</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2012/01/oe.jpg"><img class="alignleft  wp-image-864" style="margin:5px 10px;" title="kenzaburo oe" src="http://livrada.files.wordpress.com/2012/01/oe.jpg?w=300&#038;h=206" alt="" width="300" height="206" /></a>Acho que Jovens de um Novo Tempo, Despertai, é um tanto inconstante por não saber equilibrar a dinâmica do romance e a profundidade do ensaio, optando ora por um, ora pelo outro. Mas convenhamos, como é que o cara ia fazer isso de uma forma melhor? Acredite, se um japonês não conseguiu fazer direito, é porque a bagaça é impossível, desistam enquanto é tempo! Mas espere, isso não quer dizer que o livro é chato nem desinteressante, muito pelo contrário. Mas para entrar no espírito da leitura, tem que estar disposto a mudar sua leitura de romance para conto e de conto para ensaio com a mesma vontade de Oe em alternar os gêneros, caso contrário sua leitura vai ser uma eterna espera pelo seu formato favorito voltar à tona. Vada bordo, cazzo!</p>
<p style="text-align:justify;">Meu maior problema com esse livro foi, realmente uma questão pessoa, e agora não é piada, é que eu realmente me interesso muito pouco pela poesia do Blake, então boa parte do livro não me interessa, então boa parte do livro ficou chata pra mim. Mas para quem gosta de conflitos familiares, ensaios literários sobre mais de um autor até, relatos pessoais de um cara experiente e cheio de causos para contar, Jovens de Um Novo Tempo, Despertai! é o livro certo para você.</p>
<p style="text-align:justify;">E antes que eu me esqueça. Siga a página do Livrada! no Facebook, assine o RSS, siga-me no @bloglivrada, anuncie neste espaço, venda-me sua alma, vote em mim para presidente da associação beneficente, diga sim ao PL 29, apóie sua cena underground local, enfim, faça o que eu digo. E tenha uma boa semana!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/livrada.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/livrada.wordpress.com/862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/livrada.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/livrada.wordpress.com/862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/livrada.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/livrada.wordpress.com/862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/livrada.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/livrada.wordpress.com/862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/livrada.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/livrada.wordpress.com/862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/livrada.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/livrada.wordpress.com/862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/livrada.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/livrada.wordpress.com/862/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=862&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Jovens de um novo tempo, despertai!</media:title>
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		<title>Hábitos de Leitura 4 &#8211; Catalogação</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 11:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Raposão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[book journal]]></category>
		<category><![CDATA[catalogação]]></category>
		<category><![CDATA[fichamento]]></category>
		<category><![CDATA[hábitos de leitura]]></category>
		<category><![CDATA[moleskine]]></category>
		<category><![CDATA[moleskine book journal]]></category>

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		<description><![CDATA[Feliz 2012, povão! Bem sei que nem todo mundo teve a oportunidade de passar o revéillon num ambiente tão distinto quanto a casa de Patrícia Abravanel, que teve além da minha presença, convidados ilustres como Boris Casoy, Walter Mercado, Bárbara Paz e Sander do Twister, para citar alguns, mas mesmo assim espero que todos tenham [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=856&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Feliz 2012, povão! Bem sei que nem todo mundo teve a oportunidade de passar o revéillon num ambiente tão distinto quanto a casa de Patrícia Abravanel, que teve além da minha presença, convidados ilustres como Boris Casoy, Walter Mercado, Bárbara Paz e Sander do Twister, para citar alguns, mas mesmo assim espero que todos tenham entrado neste ano com a vitalidade necessária para fazer dele um ano strondástico. De minha parte, a resolução de ano novo consiste em retomar minha carreira de fisioculturista, que deixei em segundo plano quando comecei a trabalhar como jornalista e leitor inveterado.</p>
<p>E tenho novidades para vocês! A primeira é que recebi o contato do pessoal simpático das editoras Dublinense e Não Editora, que se dispôs a mandar material literário para abastecer esse blog com o bom suco da literatura gauchesca (diria nacional, mas se eu falar que o RS faz parte do Brasil os gaudérios se estranham comigo). A segunda é que recebi o contato igualmente simpático da Sharon, do Quitandinha, que fez uma postagem sobre o Livrada! na sessão <a href="http://www.quitandinha.blogspot.com/search/label/blog%20de%20quinta">Blog de Quinta</a>, que sai às quintas-feiras no site. Leiam lá!</p>
<p>E vamos ao texto de hoje, pelo qual espero muito não ser julgado, embora creia que seja tarde para isso. É a catalogação das leituras, algo muito nerd de se fazer e cuja utilidade descobriremos num futuro incerto, que pode ser remoto ou não.</p>
<p>Comecei a ler de maneira mais compulsiva quando me mudei pra Curitiba. Morava em um quarto sem televisão, sem internet, com nada além de meu violão e meu computador com GTA Vice City instalado. Sem conhecer ninguém na cidade, descobri ali perto da minha casa uma livraria e comecei a pedir dinheiro para livros. Fui lendo os que eu comprava e os que a minha mãe mandava pelo correio (geralmente Bukowski). Ela, que é leitora inveterada, recomendou que eu fosse anotando os livros que lesse, porque iria chegar um dia em que eu não me lembraria de todos &#8212; o que, particularmente, é um pesadelo: abrir um livro e lá pela página 50, falar: &#8220;eu acho que já li isso&#8230;&#8221;. Então comecei com uma listinha. E tenho ela aqui até hoje! Ei-la:</p>
<p>1- Trainspotting &#8211; Irwing Welsh<br />
2- Cabeça de Porco &#8211; Vários<br />
3- O Gosto da Guerra &#8211; José Hamilton Ribeiro<br />
4- O Silêncio da Chuva &#8211; Luis Alfredo Garcia Roza<br />
5- Achados e Perdidos &#8211; Luis Alfredo Garcia Roza<br />
6- Vento Sudoeste &#8211; Luis Alfredo Garcia Roza<br />
7- Uma Janela para Copacabana &#8211; Luis Alfredo Garcia Roza<br />
8- Perseguido &#8211; Luis Alfredo Garcia Roza<br />
9- O Apanhador no Campo de Centeio &#8211; JD Salinger<br />
10- Cão come Cão &#8211; Edward Bunker<br />
11- Nem os Mais Ferozes &#8211; Edward Bunker<br />
12- Educação de um Bandido &#8211; Edward Bunker<br />
13- Espere a Primavera, Bandini &#8211; John Fante<br />
14- A Estrada para Los Angeles &#8211; John Fante<br />
15- Pergunte ao Pó &#8211; John Fante<br />
16- Sonhos de Bunker Hill &#8211; John Fante<br />
17- Cem Anos de Solidão &#8211; Gabriel García Marquez<br />
18- Memórias de Minhas Putas Tristes &#8211; Gabriel García Marquez<br />
19- Doze &#8211; Nick McDonnel<br />
20- Homem que é Homem Não Dança &#8211; Norman Mailer<br />
21- A Insustentável Leveza do Ser &#8211; Milan Kundera<br />
22- Batidão &#8211; Silvio Essinger<br />
23- Feliz Ano Velho &#8211; Marcelo Rubens Paiva<br />
24- Bala na Agulha &#8211; Marcelo Rubens Paiva<br />
25- De Profundis &#8211; Oscar Wilde<br />
26- O Retrato de Dorian Gray &#8211; Oscar Wilde<br />
27- Muitas Vozes &#8211; Ferreira Gullar<br />
28- A Revolução dos Bichos &#8211; George Orwell<br />
29- Leão de Chácara &#8211; João Antonio<br />
30- Minutos de Estupidez<br />
31- Filosofia para Principiantes<br />
32- Filosofia de Banheiro</p>
<p>Muita coisa inútil e uma certa vontade por devorar obras completas, alright. Conforme fui ficando mais interessado na coisa, aprimorei meus métodos e comecei a dar cotações para os livros e, em 2009, descobri o Skoob, um lugar para controlar a leitura melhor do que ninguém, embora ele tenha também sua função de orkut de bibliófilos.</p>
<p>Mas nada é tão trivial que não se possa complicar com nuances e metodismos. Comecei a fichar minhas leituras então num caderninho especialmente para tal chamado Moleskine Book Journal. A página pré-diagramada te dá espaço para colocar citações, opinião, além da ficha técnica básica do livro. Cheguei a isso:</p>
<p><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2012/01/moleskine-017.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-857" title="moleskine book journal" src="http://livrada.files.wordpress.com/2012/01/moleskine-017.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p>Essa é, arrisco dizer, a maior manifestação a que meu lado virginiano já se dignou. Obviamente não fiquei só nisso e comecei umas viadagens desse tipo:</p>
<p><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2012/01/moleskine-014.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-858" title="book journal 014" src="http://livrada.files.wordpress.com/2012/01/moleskine-014.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p>É miguxice? É. Mas penso sempre que antes ter um livrinho de fichamentos meio afrescalhado do que ser um desses tiozões que fazem coleção de latinha de cerveja.</p>
<p>Agora, lhes digo: o fichamento ajudou-me em vários sentidos a controlar minhas leituras anuais, minhas opiniões sobre autores (o Amyr Klink, a quem dei cotação máxima no caderninho, perdeu todo o respeito que eu tinha por ele depois de ser maltratado por balela numa entrevista, em 2010), para guardar as citações que eu achava interessante sem riscar meus livros e para saber a época precisa em que os li. De maneira que hoje, quando termino um livro, anoto-o na lista, adiciono ao skoob e faço o fichamento no book journal. É um empenho, mas tenho empenhos maiores na minha vida, e esse blog que beira dois anos é um deles.</p>
<p>E agora jogo a bola para vocês, caríssimos. Fazem alguma coisa nesse sentido ou é apenas viagem da minha cabeça? Vamos, eu não posso ser o único anormal desse recinto!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/livrada.wordpress.com/856/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/livrada.wordpress.com/856/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/livrada.wordpress.com/856/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/livrada.wordpress.com/856/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/livrada.wordpress.com/856/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/livrada.wordpress.com/856/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/livrada.wordpress.com/856/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/livrada.wordpress.com/856/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/livrada.wordpress.com/856/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/livrada.wordpress.com/856/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/livrada.wordpress.com/856/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/livrada.wordpress.com/856/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/livrada.wordpress.com/856/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/livrada.wordpress.com/856/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=856&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">book journal 014</media:title>
		</media:content>
	</item>
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		<title>Lourenço Mutarelli – Nada Me Faltará</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 11:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Raposão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Fantástico]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[(voz da locução) Com a chegada do Natal, muitos se preparam para comprar presentes com antecipação. Mas a maioria das pessoas, como bons brasileiros, deixaram tudo para a última hora. (microfone na cara da gordinha) Deixou para a última hora por quê? (gordinha dá uma risada amarela) ahahaha ahh, sabe como é&#8230; brasileiro, né? Tudo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=850&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp" style="text-align:justify;"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2011/12/nada-me-faltara.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-852" style="margin:5px 10px;" title="Nada me faltará" src="http://livrada.files.wordpress.com/2011/12/nada-me-faltara.jpg?w=196&#038;h=300" alt="" width="196" height="300" /></a>(voz da locução) Com a chegada do Natal, muitos se preparam para comprar presentes com antecipação. Mas a maioria das pessoas, como bons brasileiros, deixaram tudo para a última hora. (microfone na cara da gordinha) Deixou para a última hora por quê? (gordinha dá uma risada amarela) ahahaha ahh, sabe como é&#8230; brasileiro, né? Tudo pra última hora hahahah (volta pra locução enquanto as imagens mostram o interior de algum magazine Luiza) Mesmo assim, para quem tem paciência de pesquisar, existem muitas promoções para quem quer encher a árvore de natal de presentes (microfone na cara do senhor careca com cara de quem apanha da mulher) tá levando o que hoje? (senhor coça a nuca meio sem graça) tô levando uma máquina de lavar pra minha mulher, uma geladeira pra minha filha e uma televisão pro meu filho. (volta pra voz de locução e agora as imagens mostram um tio meio bostão mexendo nuns papéis na escrivaninha) mas este economista alerta: comprar tudo parcelado pode dar uma dor de cabeça daquelas para o consumidor depois do ano novo (microfone na cara do tio bostão) não pode pesar no orçamento depois. O ideal é que se separe até 15% do salário dos próximos meses para pagar as parcelas, não mais do que isso (corta direto pra gordinha número dois, porque quem faz merda é sempre gordo) que que você comprou? (gordinha rindo à toa) ih, já comprei uma geladeira, um liquidifador, laptop, celular, lava-louça, amber vision, frigidiet, masterline, camisinha, camisola e kamikaze (repórter pergunta com um leve tom de riso) e pra pagar tudo isso depois? (gordinha aos poucos parando de rir e botando a mão na consciência, mas fingindo que está levando na esportiva) ahhh, depois a gente vê, o importante é aproveitar o natal.</div>
<p style="text-align:justify;">Essa brevíssima introdução, além de alertar meus queridos leitores sobre os perigos do consumismo e enrolar o suficiente, serve também para mostrar que jornalista não tem imaginação durante todo o mês de dezembro. Por exatamente essa razão, resolvi aproveitar uma entrevista que fiz com o escritor Lourenço Mutarelli no ano passado que, não sei por que cargas d’água, não coloquei aqui antes. Rá, aqui a sinceridade prevalece, se você gosta de falsidade e hipocrisia, vá ler outra coisa. Sei lá, a Caras. Segue o texto na íntegra:</p>
<p style="text-align:justify;">Não se pode mais dizer que o escritor e desenhista Lourenço Mutarelli seja um novato na área da literatura propriamente dita. Desde<em>O Cheiro do Ralo</em><em> </em>[2002], seu romance de estreia, o autor vem desenvolvendo um estilo singular de escrita e já desponta como um dos mais autênticos escritores nacionais. Os livros de Mutarelli são marcados por uma forma sintética e um conteúdo doentio, conferindo ao conjunto da obra quase uma obsessão pela unidade temática.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora, com seu novo livro, <em>Nada me Faltará</em>, Mutarelli refina ainda mais sua escrita para compor uma história inteiramente contada por diálogos, sobre o drama de Paulo, que, após sumir do mapa por um ano junto com sua mulher e filha, reaparece sozinho, suscitando dúvidas e desconfianças quanto ao paradeiro de sua família. Em entrevista exclusiva, o autor falou da forma de sua escrita e de elementos comuns que permeiam sua obra e se fazem mais notáveis neste livro.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A principal característica desse livro é sua forma minimalista. Porém, analisando suas outras obras é fácil perceber que um livro composto apenas de diálogos seria o próximo passo lógico no processo de enxugamento de texto que o você vinha realizando. A concepção dessa forma foi natural para você?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Foi muito simples na verdade, eu estava pensando justamente nos quadrinhos, uma história contada só com diálogos. Foi um ponto de referência pra mim. O mais difícil foi achar uma forma de resolver a história só em diálogos, porque eu queria suprimir o máximo de informações. Eu queria um diálogo muito cotidiano, que não fosse muito rebuscado ou poético, porque os dois primeiros livros têm um estilo sintético, mas têm também uma poesia que eu queria evitar nesse.</p>
<div id="attachment_851" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2011/12/mutarelli.jpg"><img class="size-medium wp-image-851  " style="margin:5px 10px;" title="mutarelli" src="http://livrada.files.wordpress.com/2011/12/mutarelli.jpg?w=300&#038;h=224" alt="" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Aí o dono do bar falou: eu nunca vi um papagaio gostar tanto de x-burger&quot;</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>Os finais de seus livros estão cada vez mais afastados de um desfecho confortável à nossa curiosidade, pois o você suspende o leitor em vários pontos e resolve apenas alguns. Isso acontece por uma preferência pessoal ou por uma dificuldade técnica sua em fechar histórias?</strong><br />
Eu não quero continuar fazendo isso, porque eu gosto de experimentar. O cheiro do ralo, por exemplo, tem o final fechado, mas o <em>Natimorto</em><em> </em>[romance de 2004] deixa em aberto. Me perguntavam o que acontecia e eu não sabia responder, porque acho que as pessoas têm que fazer o final que elas quiserem. O final tá lá, codificado e de acordo com a interpretação de cada um. O final está em suspenso de alguma forma porque o personagem não morreu e matar meus personagens era a única maneira de contar uma história até o fim. Eu estou trabalhando numa história ilustrada agora que começa pelo fim, mas tem um episódio que fica sempre no ar. Então cabe a cada um perceber se é verdade ou não e também se faz sentido ou não, porque um dos personagens acredita naquilo e usa essa mentira [caso não tenha acontecido] para causar alguma coisa nas pessoas para quem ele conta.<br />
Mas como gosto muito de experimentar, eu quero, quando acabar esse, fazer um livro cujo final seja mais fechado e mais tradicional.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Assim como em</strong><strong> </strong><em><strong>A arte de se produzir efeito sem causa</strong></em><strong> </strong><strong>e</strong><strong> </strong><em><strong>Miguel e os Demônios</strong></em><strong>, o protagonista de</strong><strong> </strong><em><strong>Nada me faltará</strong></em><strong> </strong><strong>também volta a morar na casa dos pais [no caso, com a mãe]. Qual é a importância dessa mudança de casa [como também acontece em</strong><strong> </strong><em><strong>O natimorto</strong></em><strong>] em sua literatura? O aumento do atrito entre as relações dos habitantes da casa demonstra que morar junto é uma impossibilidade?</strong><strong> </strong><br />
Eu acho que tem muitas questões que aparecem no nosso trabalho sem que a gente perceba. Eu quis fazer uma trilogia em que o filho adulto volta a morar a com o pai. Isso acontece no<em>Miguel e os demônios</em>,  em <em>A arte de produzir efeito sem causa</em> e no livro de nova York que eu pretendo reescrever. Após isso, eu quis fazer um livro em que o personagem volta a morar com a mãe, é uma relação pra mim bastante diferente. Sobre o atrito, eu penso que o maior pesadelo para mim seria ter que voltar para o primeiro lar. Então eu usei essa atitude como uma forma de tornar o personagem já derrotado. No caso do Miguel, o filho está muito mais como uma companhia para o pai do que um peso. Mas há aquele filho que nunca consegue formar sua própria família e sempre tem que voltar à sua condição de filho.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O protagonista do livro passa por um processo de hipnose. De onde vem o seu fascínio por ciências ocultas ou arcaicas?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Eu acho fascinante! Geralmente eu não acredito, mas exerce um poder ilusório de acreditar na possibilidade, e aí eu gosto de pensar nisso. Quando a pessoa está sofrendo uma ruptura interna e ela começa a projetar isso no sobrenatural — em alguma visão mística ou religiosa — fica difícil saber até que ponto isso é possível ou apenas um delírio do personagem. Eu gosto desse jogo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Você</strong><strong> </strong><strong>costuma fazer referências à suas próprias leituras em seus livros [em</strong><em><strong>Nada me faltará</strong></em><strong>, a obra chave é um livro de Foucault e em</strong><strong> </strong><em><strong>Arte de Produzir Efeito sem Causa</strong></em><strong>, o mistério é circundado pela obra de William Burroughs]. Você espera que seu leitor ideal busque nesses livros um complemento à sua obra, como uma pista de caça ao tesouro?</strong><br />
Eu sou um leitor autodidata. E muito do que eu li e que eu montei a minha biblioteca foi em cima de notas de rodapé ou referências que ramificam para obras sem fim. Nos dois casos específicos, eu acho que a obra citada é quase um link para entender o mistério. Eu acho que há muito que a obra pode complementar a visão do trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O personagem mundinho, que aparece em A arte de produzir efeito sem causa, é citado em dado momento do livro. É o mesmo personagem? Se sim, por que fez esse resgate?</strong><br />
Foi intencional esse resgate e ele deve aparecer de novo. É um personagem fictício que virou uma referência a muitas pessoas com quem eu conheci, com quem eu estudei no ginásio. Demais você ter percebido, ele vai aparecer de novo!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O perfil psicológico de seus protagonistas é sempre um enigma. A maioria é tão apática que os personagens secundários são mais claros para o leitor do que o próprio personagem central. Como você pensa a construção psicológica desse personagem tão veladamente?</strong><br />
Eu brincava até de diagnosticar os transtornos patológicos dos meus personagens. A partir de pensar e traçar esse perfil, eu acho importante deixar uma proximidade e ao mesmo tempo uma estranheza, como acontece com uma pessoa que te surpreende. Eu acho que 90% dos meus personagens está a ponto de viver uma transformação, e a história se passa um pouco antes dessa montanha russa descer. Em Nada me Faltará, esse personagem aparece e ele já passou por uma transformação. Nesse caso eu não podia entregar nada antes desse acontecimento porque a grande questão é isso: o que aconteceu e se, de fato aconteceu. Então ele aparece já voltando dessa passagem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/livrada.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/livrada.wordpress.com/850/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/livrada.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/livrada.wordpress.com/850/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/livrada.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/livrada.wordpress.com/850/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/livrada.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/livrada.wordpress.com/850/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/livrada.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/livrada.wordpress.com/850/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/livrada.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/livrada.wordpress.com/850/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/livrada.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/livrada.wordpress.com/850/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=850&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>F. Scott Fitzgerald – O Grande Gatsby (The Great Gatsby)</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 11:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Raposão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Drama]]></category>
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		<description><![CDATA[Ora, ora, ora, se não é os cara do Livrada! invadindo a cidade. Junte sua mãe, seu cachorro e sua sogra, chame todo mundo que o coro vai cumê agora que estamos com um clááássico na literatura em nossas mãos, pronto para ser destrinchado por esse crítico de meia-pataca que vos fala. O Grande Gatsby, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=846&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2011/12/grande-gatsby_bx.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-847" style="margin:5px 10px;" title="O Grande Gatsby" src="http://livrada.files.wordpress.com/2011/12/grande-gatsby_bx.jpg?w=194&#038;h=300" alt="Great Gatsby" width="194" height="300" /></a>Ora, ora, ora, se não é os cara do Livrada! invadindo a cidade. Junte sua mãe, seu cachorro e sua sogra, chame todo mundo que o coro vai cumê agora que estamos com um clááássico na literatura em nossas mãos, pronto para ser destrinchado por esse crítico de meia-pataca que vos fala. O Grande Gatsby, um livrinho do rapazote da era do jazz, o senhor F. Scott Fitzgerald.</p>
<p>Antes de mais nada, gostaria de levantar um questionamento: por que diabos alguns autores abreviam o primeiro nome? Ok, um J.M.G. Le Clézio até vai, é muito nome pra decorar, e um Vidiadhar Surajprasad Naipaul pode enrolar muita língua na hora da pronúncia, mas que mal há em um “Francis” em F. Scott Fitzgerald? Se o cara assinasse como Francis Scott ia ser até mais fácil pra uma galera, e Francis Fitzgerald até poderia ser sonoro. Só ver a baiana que o Salman Rushdie rodou quando a galera da Wikipédia escreveu um artigo sobre ele com seu primeiro nome, Ahmed. Vai entender&#8230;</p>
<p>Bom, O Grande Gatsby é mesmo um grande livro (metaforicamente. Fisicamente, é pequenininho), mas me parece que é um daqueles clássicos casos em que se você não sabe o que esperar da leitura, ela não ganha a proporção que merece. E é aí que entra a figura maravilhosa do crítico maravilhoso que no caso sou eu, chuchu. Vamos combinar então: vou te falar porque esse livro é um livraço e você vai acabar gostando muito mais dele quando ler. E se já leu, sei lá, posso te acrescentar algo. Assim espero.</p>
<p>A história do romance, que se passa nos anos 20, é narrada por Nick Carraway, um aristocrata decadente com um nome já apagado pela obviedade da escolha. Ele mora em East Egg, um lugar que existe de verdade só que com outro nome. Não vou entrar em detalhes porque mando malzão na geografia, mas o fato é que em West Egg, o bairro burguês vizinho, mora o misterioso ricasso Jay Gatsby, um jovem que mora sozinho numa mansão pimp-style e dá várias festinhas pra high-society. O estilo de vida de Gatsby intriga Carraway, que visita sua prima Daisy e seu cunhado Tom Buchanam, nomes que eu só citei aqui porque serão importantes para o enredo, mas não necessariamente para esse pequeno resumo.</p>
<p><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2011/12/f-scott-fitzgerald.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-848" style="margin:5px 10px;" title="f scott fitzgerald" src="http://livrada.files.wordpress.com/2011/12/f-scott-fitzgerald.jpg?w=221&#038;h=300" alt="" width="221" height="300" /></a>Nick então começa a ficar amigo de Gatsby e descobre toda sua verdadeira história, uma história que passa por doses muito saudáveis de amoralidade e insinceridade. Enfim, uma história bem humana. E é então que a vida de Gatsby começa a mudar: ele pára de dar festas e procura, como diria aquele personagem machadiano, amarrar as duas pontas da vida de uma forma que eu não vou explanar, porque é demais.</p>
<p>Vamos ao que interessa: O Grande Gatsby é um livraço porque dá um panorama bem interessante de algo que até então era pouco explorado: a intimidade da alta-sociedade, seus trejeitos e maneirismos. Fitzgerald sabia do que estava falando, era um membro ativo dessa sociedade, e mostrou para o resto do mundo como realmente viviam os ricaços por trás da fachada de risadas aristocráticas e banquetes pantagruélicos. E o mais legal de tudo é que é uma visão um tanto desoladora e nada grandiosa sobre a vida. Nada daquilo de “homem rico pobre de espírito”, é um sentimento de vazio da vida que é inerente a todo mundo, mas que nós, pobretões que vamos de coletivo pro trabalho, imaginamos que é preenchido com dinheiro. Isso sem falar que é uma tragédia grega no sentido mais clássico, no melhor estilo Antígona ou O Magnata, aquele filme escrito pelo Chorão (e você achou que a referência ao Charlie Brown Jr. no começo do texto era por acaso. Nada é por acaso nesse texto, irmãozinho), então não se preocupe porque você não vai encontrar um daqueles livros perdidos nas próprias ideias, sem gancho pra uma história boa, tipo A Náusea. Manja A Náusea? Se você também ficou nauseado com aquela chatice, vem comigo ler o Gatsby.</p>
<p>O maior problema dessa resenha é que não há muito o que falar do livro sem estragar algumas surpresas, dar uns spoilers pra galera. Se me chamassem para falar sobre esse livro pra uma turba que já o houvesse lido, a história seria outra. Espero que me entendam, no fundo, no fundo, estou sendo mega legal com vocês, não-leitores de Gatsby, e sendo mei escroto com vocês, leitores. Em um sentido amplo, estou valorizando a ignorância, sim. Mas isso é uma coisa boa. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rU0Pdtv0xJQ">Instigar é a melhor maneira de fazer uma pessoa fazer o que você quer que ela faça</a>.</p>
<p>Essa edição da Penguin Companhia é muito bonita, tem tradução nova da Vanessa Barbara, que é ótima e colocou várias notas de rodapé pra te situar na época e no lugar do romance. O livro tem formatinho pequeno, não machuca ninguém, e vem com uma apreciação crítica muito bacana do Tony Tanner, que apesar do nome, não é atração de nenhum cassino de Las Vegas. Aliás, com a apreciação dele, vocês vão poder dar mais valor à obra, mas só pode lê-la depois de ler o livro, senão meu trabalho aqui em esconder o jogo terá sido em vão. Contamos com os senhores.</p>
<p>A propósito: CURTAM A PÁGINA DO LIVRADA NO FACEBOOK! Já passamos de cem! Uhul! Bora pra próxima centena.</p>
<p>Comentário final: 250 páginas em papel pólen. Mata uma aranha no cantinho, e só.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/livrada.wordpress.com/846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/livrada.wordpress.com/846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/livrada.wordpress.com/846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/livrada.wordpress.com/846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/livrada.wordpress.com/846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/livrada.wordpress.com/846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/livrada.wordpress.com/846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/livrada.wordpress.com/846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/livrada.wordpress.com/846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/livrada.wordpress.com/846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/livrada.wordpress.com/846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/livrada.wordpress.com/846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/livrada.wordpress.com/846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/livrada.wordpress.com/846/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=846&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Desafio Livrada &#8211; Reta Final</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 01:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Raposão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio livrada]]></category>

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		<description><![CDATA[E aí, meus bons. Como vocês estão? Conforme perceberam, não teve novidade por aqui no último domingo, e me justifiquei na página do Livrada no Facebook, a qual eu espero que vocês já estejam &#8220;curtindo&#8221; (seja lá o que seja isso), alegando motivo de força maior. Bom, na verdade eu menti: estava no bem bom [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=839&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2011/11/pe-lanza-1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-840" style="margin:5px 10px;" title="Desafio Livrada" src="http://livrada.files.wordpress.com/2011/11/pe-lanza-1.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>E aí, meus bons. Como vocês estão?</p>
<p style="text-align:justify;">Conforme perceberam, não teve novidade por aqui no último domingo, e me justifiquei na página do Livrada no Facebook, a qual eu espero que vocês já estejam &#8220;curtindo&#8221; (seja lá o que seja isso), alegando motivo de força maior. Bom, na verdade eu menti: estava no bem bom da zona sul do Rio de Janeiro, aproveitando a vida com gente rica e batendo papo com meus novos camaradas, Antonio Banderas e Salma Hayek. É, essa é minha vida, esse é meu clube, e se eu vivesse dentro de uma propaganda de celular de vagabundo, desfilaria por aí enquanto uma câmera me acompanha de frente no melhor estilo Stanley Kubrick.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas enfim, esse post é curtinho e tem um único objetivo: quero ouvir de vocês, meus leitores, como foi ou como está sendo o desafio Livrada 2011. Conforme alguns de vocês, que não tomam cachaça no café da manhã, devem se lembrar, instaurei aqui no blog, seguindo a modinha de outros, o primeiro desafio literário qualitativo, que preza a qualidade do livro ao invés do número de páginas ou a quantidade de tomos que você precisa ler em um ano (aliás, todo ano faço uma listinha dos livros que eu li e preciso dizer que esse ano estou batendo recordes. Se tivesse uma olimpíadas disso, eu representaria o Brasil junto com o Paulo Venturelli). O problema é que qualificar um livro é mais difícil do que parece, então resolvi aplicar um conceito arbitrário: quatro livros de um mesmo prêmio Nobel. A ideia me pareceu nobre por incentivar a leitura de caras mundialmente renomados e não exigir muito. Claro que não é tão nobre quanto a Mulher Maçã escalada para rainha de bateria da Mocidade Independente e cobrir seu corpo nu com réplicas de pinturas de Candido Portinari para incentivar a cultura no Brasil, mas ainda assim é uma boa ideia, vai.</p>
<p style="text-align:justify;">Bom, sendo assim vocês, meus principais leitores, aderiram à brincadeira &#8212; pelo menos no começo &#8212; e cada um deixou registrado aqui suas escolhas. Temos os seguintes leitores e os seguintes autores escolhidos:</p>
<p style="text-align:justify;">Fausto &#8211; Mario Varga Llosa</p>
<div style="text-align:justify;">Lucas &#8211; Harold Pinter<br />
Raphael &#8211; J.M. Coetzee<br />
Jack Guedes &#8211; ? (só falou que ia participar)<br />
Angela &#8211; Mario Vargas Llosa<br />
Francine &#8211; José Saramago<br />
Carlinha &#8211; Orhan Pamuk<br />
Suelen &#8211; Doris Lessing ou Günter Grass ou J.M. Coetzee ou Samuel Beckett<br />
Lálika &#8211; J.M. Coetzee<br />
Olga &#8211; J.M. Coetzee<br />
Isabelle &#8211; José Saramago<br />
Alison &#8211; Harold Pinter</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Bom, eu escolhi um autor também, para incentivar a vocês da mesma forma que a Mulher Maçã incentiva a cultura brasileira, e escolhi V. S. Naipaul, o Charlie Chan de Trindade e Tobago. Vergonhosamente, porém, eu fui o primeiro a falhar no desafio: li apenas UM livro do rapaz, Uma Casa para o Sr. Biswas, que vocês viram resenhado aqui. Para minha defesa, não foi por vagabundagem que deixei de cumpri o combinado. Como alguns de vocês devem saber, acontece que nesse ano me tornei um crítico literário de verdade, que lê adoidado, entrevista escritores e recebe convites para eventos especializados. Com isso, gostaria de dizer que sobra muito pouco tempo para as leituras de prazer, mas a verdade é que não sobra absolutamente nenhum tempo. Espero que vocês não tenham passado pela mesma situação e tenham conseguido atingir suas metas de leitura. Estou aguardando ansiosamente vosso feedback.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Ps: eu sou lindo.</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/livrada.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/livrada.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/livrada.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/livrada.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/livrada.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/livrada.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/livrada.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/livrada.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/livrada.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/livrada.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/livrada.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/livrada.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/livrada.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/livrada.wordpress.com/839/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=839&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Rosa Montero – A Filha do Canibal (La Hija del Caníbal)</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Nov 2011 11:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Raposão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Curtam a página do Livrada! no Facebook! Sempre falo isso no final de cada post, vamos tentar falar por primeiro pra ver se vocês prestam atenção, seus cabeças de vento! Rá, brincadeira, aqui ninguém é cabeça de vento, os leitores do Livrada! são sempre os mais espertos e os mais cheirosos. Como vocês estão, gente? [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=833&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2011/11/a-filha-do-canibal.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-834" style="margin:5px 10px;" title="A Filha do Canibal" src="http://livrada.files.wordpress.com/2011/11/a-filha-do-canibal.jpg?w=212&#038;h=300" alt="" width="212" height="300" /></a>Curtam a página do Livrada! no Facebook!</p>
<p style="text-align:justify;">Sempre falo isso no final de cada post, vamos tentar falar por primeiro pra ver se vocês prestam atenção, seus cabeças de vento! Rá, brincadeira, aqui ninguém é cabeça de vento, os leitores do Livrada! são sempre os mais espertos e os mais cheirosos.</p>
<p style="text-align:justify;">Como vocês estão, gente? Susse no musse, de boa na lagoa, suave na nave, de leve na neve, tranquilo no quilo, de bobeira na ladeira, seguro no muro, beleza na mesa, jóia na jibóia, manso como um ganso? Espero que sim, porque aqui tá tudo aquele pandemônio nosso de cada dia. Mesmo assim, é sagrado: domingo sim, domingo não, cá estou eu para encher o seu cérebro de besteira ao mesmo tempo que exerço uma boa influência na sua formação. Tipo quando o Tim Maia começou a ler o Universo em Desencanto, ou quando o Jaime Palilo fugiu de casa e aquele mendigo ensinou ele a tocar gaita.</p>
<p style="text-align:justify;">O livro de hoje é de uma autora que, se vocês são freqüentadores assíduos desse blog (vou fazer uns bottons, quem compra?), não é uma completa desconhecida: é a espanhola Rosa Montero, da qual já resenhei <a href="http://livrada.wordpress.com/2010/06/23/rosa-montero-%E2%80%93-historia-do-rei-transparente-historia-del-rey-transparente/">A História do Rei Transparente</a> e <a href="http://livrada.wordpress.com/2010/10/10/rosa-montero-%E2%80%93-historias-de-mulheres-historias-de-mujeres/">História de Mulheres</a>. Bom, ao contrário dos recém-supracitados, A Filha do Canibal é um romance mais limpo, no sentido de que não é histórico, não tem ensaio, não tem nada além de um puro e simples romance com uma dose considerável de suspense. Mentira, tem um pouquinhozinho dessas coisas que eu falei que não tinha, mas a julgar pelo exagero dessas doses na obra da Rosa, é quase como se não tivesse.</p>
<p style="text-align:justify;">A história começa a partir de um mote totalmente banal, mas que abre marge pra toda sorte de maluquice que você desejar colocar num romance a partir disso: Lúcia Montero, uma mulher casada de meia idade, está pronta para viajar com o maridão no réveillon quando o fulano pede pra ir no banheiro. E pronto: o cara some dentro da casinha. A partir daí, a moça fica desesperada pra tentar descobrir o que aconteceu com o rapaz e acaba se envolvendo com uma gangue de malucos, a saber: Fortuna, um ex-toureiro e anarquista que preenche boa parte desse livro com suas historietas da guerra civil, e Adrián, um garotão pelo qual as cocotas se perdem e que parece meio burro.</p>
<p style="text-align:justify;">Paralelo à investigação sobre o desaparecimento do maridão, Lúcia relembra sua vida, incluindo o fato que não lhe escapa que dá nome ao livro: seu pai comeu carne humana quando foi um dos únicos sobreviventes de uma expedição aí que já não lembro pra onde. Francamente, não sei qual é o problema. Eu sou uma daquelas pessoas que não tem remorso de comer boizinho, porquinho, galinha, churrasco de gatinho, enfim, se for gostoso, tô comendo. E isso incluiria, hipoteticamente, carne humana também. Mas enfim, pesquisei sobre isso, a parada é ilegal e não vou ficar falando disso porque logo vem um zé Mané querer me enquadrar no artigo 287.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2011/11/rosa-montero-1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-835" style="margin:5px 10px;" title="Rosa Montero" src="http://livrada.files.wordpress.com/2011/11/rosa-montero-1.jpg?w=228&#038;h=300" alt="" width="228" height="300" /></a>De qualquer jeito, o barato do livro é ver como a relação que Lúcia achava que ela tinha com o marido já havia mudado muito e que o sujeito já era praticamente um estranho pra ela. E aí vai umas ideias muito erradas de como a gente não conhece as pessoas mesmo e patati patatá, perdi o fio da meada e parei por aqui. Eu posso, eu que mando nessa porra. Posso até fazer um emoticon no meio do texto. <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align:justify;">Liga não que o post de hoje é curtinho mesmo. É que lembro muito pouco desses livros que eu li, mas lembro que são bons o bastante para não serem esquecidos, e por isso faço questão de divulgá-los aqui para vocês. Entendam que, apesar de ser de ruim memória, é de bom coração. Fazê-los conhecer os livros queridos da minha estante é o mínimo que posso fazer por tantas coisas boas que eles me trouxeram.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora vamos falar desse projeto gráfico aí. Ó, a imagem que eu escolhi da capa tem um sentido muito legal. Não escolhi essa imagem só porque foi a única que eu achei na internet com um tamanho decente e com o padrão de cores pouco distorcido. Foi também por causa dessa cinta maravilhosa que a editora colocou. “Da autora de A Louca da Casa”! Sensacional, colocaram o título a partir de um dos maiores sucessos da autora que por acaso também é um dos livros mais difíceis dela. Isso é que eu chamo de valorizar a inteligência do leitor. Ponto pra editora. E o papel é pólen e a fonte é Minion! Mais dois pontos! Ê! Mas agora o livro perde todos os outros pontos. Primeiro por causa dessa capa horrorosa, uma espécie de Matisse-de-Ressaca numas cores suspeitas. E principalmente, e aqui vão desculpar a minha arbitrariedade, por causa da editora Ediouro. Veja, não é que eu odeie a Ediouro, mas esse nome e essa logo do bonequinho com um livro aberto provoca todo tipo de relação pavloviana na minha mente, porque os livros que eu precisava ler obrigado para a escola eram todos, ou em sua grande maioria, da Ediouro. E hoje quando eu pego um livro da Ediouro para ler por prazer, eu já penso que vai ter uma prova sobre o enredo. Brrrr, que calafrios me dá isso. Editoras: considerem fazer um selo propositalmente desagradável para os pimpolhos, para que eles não cresçam odiando vossa casa editorial. Enfim, só uma ideia. E com essa me despeço!</p>
<p style="text-align:justify;">Comentário final: 333 páginas. Aprendi a tocar minha primeira música dos Beatles ontem. Isso porque não sou lá fã dos Beatles. Mas curti.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/livrada.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/livrada.wordpress.com/833/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/livrada.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/livrada.wordpress.com/833/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/livrada.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/livrada.wordpress.com/833/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/livrada.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/livrada.wordpress.com/833/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/livrada.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/livrada.wordpress.com/833/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/livrada.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/livrada.wordpress.com/833/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/livrada.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/livrada.wordpress.com/833/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=833&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Philip Roth – Complô Contra a América (The Plot Against America)</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 11:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Raposão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ficção Histórica]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2011/10/complo-contra-a-america.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-830" style="margin:5px 10px;" title="Complô Contra A América" src="http://livrada.files.wordpress.com/2011/10/complo-contra-a-america.jpg?w=204&#038;h=300" alt="The Plot Against America" width="204" height="300" /></a>Olha só, jurava que já tinha falado desse livro antes. As páginas se acumulam nesse blog, então não queira imaginar as páginas que se acumulam aqui em casa. Quando comecei a me transformar em um monstrinho devorador de livros, minha mãe recomendou que eu começasse a anotar os livros que eu lia para que não chegasse à humilhante situação em que eu começasse a ler um livro e falasse “peraí, já li esse troço”, e entrar no consórcio pro próximo lote de remédio pra Alzheimer. Hoje vejo que isso faz muito sentido, e o mesmo deveria ser feito para os livros que eu posto. Mas também, pra isso existe esse campo de pesquisa maroto aí no canto direito superior&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Bom, a galera a essa hora tá bem confortável na caminha com o Nêmesis, a mais nova pérola que o Philip Roth jogou a nós, porcos. Então, pra não começar a falar das novidades e estragar as surpresas, vamos abrir um outro livro do cara, de outra época, onde você tinha que fazer trabalho escolar com aquelas enciclopédias que os almofadinhas vendiam na escola e que começavam a abordagem com “Dá licença, professora, posso atrapalhar sua aula um pouquinho&#8230;”. Sim sim, é o Complô Contra a América, um livro em que o Roth deixa de lado as sacanagens e as intelectualidades dele pra abordar outro assunto que ele gosta: os Estados Unidos da metade do século 20 e os pobrezinhos dos judeus.</p>
<p style="text-align:justify;">A história tem como princípio uma situação hipotética – que já não é original, aliás. Sabe o Charles A. Lindbergh, aquele piloto que voou no Smells Like Teen Spirit of St. Louis num voo sem escala, dos estados unidos pra Paris, diretão? Então, o cara é considerado um herói nacional. Em parte porque conseguiu fazer um voo sem escalas, que é basicamente o sonho de todo homem moderno que tem dinheiro mas não pode fretar o jatinho ainda. Mesmo assim, Lindbergh, como muitas outras pessoas – e aqui não vamos esquecer dos nossos próprios políticos – caiu no conto da carochinha do Terceiro Reich de Hitler e foi seduzido pelas ideias do bigode. Isso já bastou para a comunidade judaica americana, que havia crescido enormemente nos últimos anos justamente por causa do exílio ao nazismo, satanizasse o sujeito para sempre. E ninguém lá no lojinha ficou com pena do gajo quando o filhinho dele foi seqüestrado e morto.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2011/10/philip-roth-4.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-831" style="margin:5px 10px;" title="Philip Roth" src="http://livrada.files.wordpress.com/2011/10/philip-roth-4.jpg?w=300&#038;h=180" alt="" width="300" height="180" /></a>Tendo isso em mente, a situação hipotética supracitada do livro do Roth é a seguinte: e se Charles A. Lindbergh tivesse concorrido à presidência em 1940 e tivesse ganho de Roosevelt e os Estados Unidos aos pouquinhos se tornasse uma espécie de estado fantoche da Alemanha nazista? Jesus, toda essa paranóia por causa de uma visita ao Führer na época em que o Hitler era só sorriso pra todo mundo. Até o morocho do Getúlio caiu na lábia&#8230; Enfim, a partir daí é montado o circo, e a história é contada a partir do ponto de vista do garotinho Roth, que acompanha tudo de pertinho. Ah, disse que a história não é original, não é? Isso é porque um escritor chamado Eric Norden (que trabalhava na Playboy fazendo as entrevistas, a única parte da revista que você diz pra sua esposa que lê) escreveu uma ficção histórica intitulada The Ultimate Solution, em que o Eixo ganha a guerra. Aliás, “Eixo”? Pô, os caras não viram que eles eram os vilões da história com um nome desses? Gente boa não tem uma gangue chamada “Eixo”, tem nomes do tipo “Aliados”, “Galera do Barulho”, “Exército do Surf”, “Barrados no Baile”, “Jets”, “Montéquio”, “Winterfell”, “Grifinória”, “Porcos” (quem lembrar desse filme do Elijah Wood ganha um prêmio). Ops, divaguei, como sempre. Dizia que quando o Eixo ganha a guerra, os EUA viram, de fato, um estado fantoche, e quem seria o presidente? Quem? Quem é o nazista americano? Rá! Charles A. Lindbergh. E, com medo de ser aquele cara chato que precisa ficar explicando as piadas, Eric Norden era judeu.</p>
<p style="text-align:justify;">A coisa interessante de Complô Contra América é mostrar como situações corriqueiras do governo vão dando margem para situações limítrofes e absurdas. Enfim, uma analogia a como o nazismo passou daquela maravilha em que todo mundo acreditava num banho de sangue desnecessário. Além do mais, esse tipo de ficção histórica é o melhor do Roth, porque vamos combinar que essa onda de velho priáprico xarope já deu, né? Sérião, tio, não precisa bater no peito e gritar que você não toma Viagra. Vai resolver tuas pendengas no psicólogo e livra a gente dessas auto-afirmações literárias. Esses recortes da infância dele são muito bons, ele não se mete a escrever difícil, não come ninguém, não fica naquela punheta mental sobre a velhice e a morte, enfim, é um Philip Roth sóbrio, comportado e com um tiquinhozinho de nada a menos de medo do que ele sente no dia-a-dia. Fora isso, se você já está saturado de livros e filmes sobre a questão judaica, passe longe.</p>
<p style="text-align:justify;">O projeto gráfico da Companhia das Letras é bem bonito, tem um selo nazista na capa, que remete à filatelia praticada pelo garotinho Roth, e tem papel pólen e uma encadernação bem prensada que dá aquele aspecto de tijolinho bonito ao livro.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Comentário final:</strong> 488 páginas. E eu li em pouquíssimos dias graças à viagens desnecessárias para a tenebrosa cidade de São Paulo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/livrada.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/livrada.wordpress.com/829/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/livrada.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/livrada.wordpress.com/829/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/livrada.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/livrada.wordpress.com/829/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/livrada.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/livrada.wordpress.com/829/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/livrada.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/livrada.wordpress.com/829/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/livrada.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/livrada.wordpress.com/829/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/livrada.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/livrada.wordpress.com/829/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrada.wordpress.com&amp;blog=13041818&amp;post=829&amp;subd=livrada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>James Wood – Como Funciona a Ficção? (How Fiction Works)</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 12:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Raposão</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2011/10/como-finciona-a-ficcao.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-826" style="margin:5px 10px;" title="Como funciona a ficção?" src="http://livrada.files.wordpress.com/2011/10/como-finciona-a-ficcao.jpg?w=185&#038;h=300" alt="How ficcion works" width="185" height="300" /></a>Salve, galera beletrista, os que vão morrer de tédio vos saúdam. Bem sei que aqui vocês encontram um texto leve sobre livros nem tão leves, e que gostam exatamente disso neste blog, por isso hoje vamos arriscar e falar de um livro mais cabeça ainda para quem tem disposição de ler depois. Porque, você sabe, né? Aqui eu dou o empurrão, mas na hora do Tete-à-tete, minhas piadjênhas não saem na nota do rodapé. Eu sou como o Morpheu, sou meio careca, só posso mostrar a porta para você atravessar e não paro de falar um minuto sequer.</p>
<p style="text-align:justify;">James Wood é um dos mais respeitados críticos literários do mundo. O que isso quer dizer? Pouca coisa, na verdade. A gente tende a respeitar alguns críticos, mas a gente raramente respeita o maior de todos, o ultra-mega-chefão-que-muda-a-música-de-fundo-e-tem-uma-barra-de-energia-que-fica-verde-antes-de-ficar-amarela-antes-de-ficar-vermelha (e isso aqui só vai entender quem jogou Final Fight). Isso porque é natural do ser humano desconfiar das unanimidades e dos cânones. Pelo menos na literatura. No cinema, por exemplo, nenhum zé Mané em pleno estado de consciência vai falar que O Poderoso Chefão é um filme xexelento. Mas quando se trata de algo tão exigente e discutível quanto a literatura, o assunto é outro. Se você não gostou, é porque não entendeu a proposta do cabra. É isso que todo mundo te fala, não é? É aí então que entram os críticos literários. Os donos do polegar, que ora vai pra cima, ora vai pra baixo. E esse crítico em específico é o nosso objeto de estudo de hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">Sinceramente, acho que os melhores críticos literários são os brasileiros, e não é uma questão de puxar sardinha pro nosso lado não. É porque a gente está, na minha opinião, mais em contato com a literatura do mundo todo do que o resto dos países. James Wood, por exemplo, é um cara inglês, que, vá lá, até lê coisas da França, da Alemanha, dos Estados Unidos, Rússia e países nórdicos. Mas a gente não tem garantia de que ele conhece um Guimarães Rosa, um Mia Couto, um Vila-Matas, um Juan Rulfo, um Onetti, um Benedetti, um Canetti, um Spaghetti, um Piriguetti, enfim, vocês entenderam. Falta mundo pra esses caras. Pra gente não, hein? Tô falando sério. A gente liga tão pouco pra nossa própria literatura que a gente compra qualquer porcaria da terra onde Judas perdeu as botas.</p>
<p style="text-align:justify;">De qualquer forma, Wood é um cara respeitado e, a julgar por esse livro, leu Henry James, Flaubert, Barthes e Proust além do limite considerado seguro pelos bibliotecários. Nesse livro ele basicamente explica porque os autores usam as palavras que eles usam nos livros e tenta mostrar a intenção de cada um deles. E aí explica algumas magiquinhas de quem trabalha com a pena, como o discurso indireto livre e a profundidade de um personagem (que a gente sabe que é só ilusão de ótica, né?). É isso, eis a sinopse do livro. Legal, né? O que você pensa em fazer com as informações contidas nesse livro? Ser uma pessoa melhor não dá, tenta outra coisa. Ser um leitor melhor? Aí sim, isso dá pra fazer. Eu acho, afinal, que a leitura é algo que exige atenção e cultura. A cultura você pega da vida e de outros livros, e a atenção você pega de livros como esse.</p>
<p style="text-align:justify;">Supondo, é claro, que ninguém lê livro pra falar que leu, pra fazer vista na estante ou para pegar as gatinhas, é óbvio que todo mundo quer ler um livro de uma forma “melhor”. E esse papo de que não importa como você leia nem o quê, contanto que você leia só funciona e é bonitinho até os 20 anos. Depois é bom começar a tomar vergonha na cara e parar de achar que você está ficando mais inteligente por ler Cebolinha. Claro que não vamos menosprezar os Harry Potter, os Crepúsculos e os Dan Browns da vida, mas se os clássicos existem, estão lá no olimpo dos livrinhos por alguma razão. E é isso que o fulano James Wood te mostra: por que o livro é bom, por que merece ser lido e por que você merece dar mais atenção pra ele. Sendo assim, mais do que uma aulinha de crítica, é também uma possível porta de entrada para outros autores – pra quem tiver disposição, é claro.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora, o que não pode é achar que se o seu livro de cabeceira não tem as qualidades que o Wood exalta neste Como Funciona a Ficção? é porque ele não presta. O nosso autor de hoje é um cara que preza sobretudo pela forma, e eu sei, você sabe, o vizinho sabe, a porcaria do Paulo Coelho sabe que o conteúdo do livro também tem que ser interessante, né verdade? Por outro lado, a forma não é algo que possa ser desconsiderado tão facilmente, e pra isso tão lá os cânones de que ele fala. A forma pode proporcionar uma sensibilidade única ao livro, uma coisa linda de meu deus do céu. E pra isso serve Pra Que Serve a Ficção? que, vamos combinar, tem um puta nominho escroto no estilo Por que Os Homens Tem Mamilos? e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=OvmvxAcT_Yc&amp;feature=related">Fuckin’ Magnets, How do They Work?</a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://livrada.files.wordpress.com/2011/10/james_wood.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-827" style="margin:5px 10px;" title="James Wood" src="http://livrada.files.wordpress.com/2011/10/james_wood.jpg?w=216&#038;h=300" alt="" width="216" height="300" /></a>Ah sim, pra quem chegou atrasado na conversa, James Wood é um crítico inglês, não é o ator James Woods que fez aquele puta filme&#8230; aquele&#8230; aquele&#8230; sabe&#8230; É, ninguém sabe o nome dos filmes que o James Woods fez, assim como ninguém sabia os filmes que o John Malkovich fez antes de Quero Ser John Malkovich.</p>
<p style="text-align:justify;">A Cosacnaify fez esse livro fininho, que faz parzinho com o meu A Máquina de Fazer Espanhóis, porque eu curto arrumar minha estante pelo tamanho dos livros, tanto em altura quanto em largura. Agora, por fora bela viola, por dentro, cagadas 100%. Escolheram para a cor da fonte algo perto de um IKB, ou perto de um azul/roxo de mimeógrafo. Isso no papel offset. Quer dizer, tentar ler esse livro sem se estressar com isso é um desafio. Boa sorte pra você.</p>
<p style="text-align:justify;">PS1: O Nobel desse ano é o Tomas Transformer. Ninguém ganhou o bolão. Oh, não.</p>
<p style="text-align:justify;">PS2: ANUNCIEM NO LIVRADA! O papai aqui precisa de um clarinete novo.</p>
<p style="text-align:justify;">Comentário final: 230 páginas em papel ixcroto. Arriba, arriba!</p>
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